Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual inicia projeto Sextas Culturais

Sexta Cultural na Biblioteca Central - Foto. Claudionor Jr (2)
O Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual (CAP), unidade da rede estadual de ensino, iniciou, nesta sexta-feira (23), na Biblioteca Central do Estado da Bahia, em Salvador, o ciclo de atividades do projeto “Sextas Culturais”, realizado em parceria com a Biblioteca Central do Estado da Bahia, e que ocorrerá sempre na última sexta-feira de cada mês. O clico envolver palestras, apresentações musicais, de artes visuais, teatro e dança com o objetivo de ampliar as possibilidades de inclusão socioeducacional da pessoa com deficiência.
A primeira Sexta Cultural do ano contou com apresentações musicais de um aluno do CAP e da Camerata da Orquestra Sinfônica da Bahia, além de uma roda de conversa como o tema “O Papel da Mulher na Sociedade Contemporânea”. De acordo com o diretor do CAP, Rivelto Carvalho, a Sexta Cultural integra o Festival das Artes da Pessoa com Deficiência, que terá a sua segunda edição realizada no mês de setembro deste ano. “Esta é mais uma metodologia que a gente usa no processo de formação dos nossos estudantes para o desenvolvimento das diversas competências e para nós enquanto Educação Especial, acreditando que toda a forma de inclusão é importante. Tratar da perspectiva artística, cultural, do debate político como um processo de formação do indivíduo também é fundamental nesta perspectiva”, afirmou.
O estudante Matheus Tourinho, 39, que possui deficiência visual total, mostrou sua habilidade musical tocando violão e diz que a música mudou a sua vida. “Aprendi a tocar violão com 20 anos de idade e isso com apenas três aulas. Além de cantar profissionalmente em eventos, também atuo como compositor e uma das composições é o hino do CAP, que fiz em colaboração com outra pessoa. É sempre bom mostrar que somos capazes e que a deficiência não limita, até porque a limitação todos nós temos e sempre a música me acompanhou. Hoje, sou o que sou por conta de todo o apoio que tenho do CAP”, revelou o artista, que há mais de 15 anos recebe atendimento do Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual.
A presidente do Fórum Baiano de Mulheres Cegas (FBMC), Silvia Cristina Oliveira da Silva, que possui baixa visão, participou da roda de conversa sobre “O Papel da Mulher na Sociedade Contemporânea”. “O meu foco na discussão foi o respeito à mulher com deficiência. Destaquei sobre a trajetória da mulher até os dias atuais, de como ela está sendo tratada na família, no trabalho e na sociedade como um todo”, salientou.
O CAP é uma das unidades da Secretaria da Educação do Estado da Bahia que oferece diversos serviços educacionais às pessoas com deficiência visual. Dentre eles, destacam-se: ensino do Sistema Braile, ensino da Escrita Cursiva, ensino para uso de recursos ópticos e não ópticos, orientação e mobilidade, ensino da usabilidade e das funcionalidades da informática acessível, artes, Educação Física e esportes, formação para professores da rede estadual, para familiares das pessoas com deficiência visual e para a comunidade. A unidade também presta orientação às escolas inclusivas e produz material impresso em Braile como livros, textos acadêmicos e informativos.
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