Aluno que frequentou o Centro Estadual de Educação Especial de Caetité – CEEEC conclui curso superior

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Aos 43 anos de idade, Edvaldo de Jesus, com deficiência visual, concluiu o curso de Licenciatura em História pela UNOPAR – Polo de Macaúbas e aconselha “todo deficiente a frequentar o Centro Estadual de Educação Especial de Caetité – CEEEC para realizar seus objetivos”.

Edi, como é conhecido por todos, reside no Distrito de Lagoa Clara – Macaúbas e frequentou o CEEEC no período de 2009 a 2012, sendo atendido pela equipe de Professoras do Núcleo Visual, Cymone Cotrim, Lucélia Lôbo e Débora Azevedo.

Inicialmente, para chegar até o CEEEC ele viajava de ônibus, acompanhado por sua esposa, a Pedagoga Valdilene, e com o tempo, após receber Atendimento Especializado de A.V.A. – Atividade da Vida Autônoma e de O.M. – Orientação e Mobilidade melhorou sua autoestima e ganhou autonomia, o que para ele “foi uma das melhores conquistas da sua vida”.

Além disso, recebeu também Atendimento Especializado em Braille, Sorobam, Apoio Pedagógico e Informática Acessível, que, segundo ele foi o que o “ajudou a avançar nos seus estudos na escola regular e a alcançar seus objetivos, uma vez que as Professoras do CEEEC são bem preparadas”. Ele acrescentou que “com o material adaptado produzido pela Profª Beta conseguiu abstrair melhor os conteúdos da escola regular e com as aulas de informática ministradas pela Profª. Glaucinéia melhorou sua qualidade de vida em todos os sentidos, utilizando os conhecimentos tecnológicos desde atividades cotidianas até na realização dos trabalhos da faculdade”.

Edvaldo é o primeiro aluno do CEEEC a se graduar e de acordo com a Diretora Telma Jaíne “toda equipe do CEEEC está muito feliz com essa conquista”. Telma reafirmou ainda que “se garantirem a acessibilidade necessária, a pessoa com deficiência consegue ultrapassar todas as barreiras”.

A Profª de Braille, Cymone Cotrim manifestou sua imensa satisfação com a vitória alcançada por Edvaldo e disse que “desde o primeiro dia de Atendimento Edvaldo se mostrou determinado a fazer diferente, sempre quis se formar para ter um trabalho e não depender do benefício”. Cymone relatou ainda que “ele sempre foi muito dedicado e aprendeu muito rápido a simbologia Braille”.

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